Operadoras de DTH estimam em R$ 625 milhões custo de distribuição de STBs híbridos

 

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizou uma audiência pública para debater novamente sobre a distribuição obrigatória dos canais abertos pelas operadoras de DTH e a entrega gratuita de set- top-boxes (STB) híbridos para captar essas emissoras. Segundo o cálculo das operadoras, a distribuição de STBs híbridos pode custar R$ 625 milhões (€ 156,4 milhões), num momento em que o Brasil atravessa uma profunda crise econômica.

 

A lei do SeAC, que regula o setor no Brasil, obriga às operadoras de TV por assinatura a carregar os canais de TV aberta. Mas os serviços de DTH, como Sky, por exemplo, alegaram problemas técnicos para cumprir com essa obrigação. Como alternativa Anatel propôs a distribuição de conversores que tivessem também um sintonizador para receber os canais de TV aberta.

 

Durante a audiência pública, realizada na terça-feira 31 de maio, o superintendente da Anatel, Alexandre Bicalho, negou que os custos de aquisição e distribuição das caixas serão tão grandes, segundo informou Telesíntese.  “Os custos calculados pela Anatel são muito menores e serão diluídos em um prazo de três anos após o switch off analógico”, disse ele.

 

Bicalho lembrou que, segundo a proposta da Anatel, a oferta de STBs híbridos deve acontecer após o desligamento da TV analógica, mas não será obrigatória, só apenas para aquelas operadoras que quiserem carregar os canais de TV abertas.

 

A lei diz que os operadores são obrigados a carregar 514 canais. Mas para as plataformas de DTH Anatel limitou a obrigação a 14 emissoras.