O atual modelo de OTT baseado em apps é transitório, segundo EnterPlay

Jorge Salles, COO e VP de Operações da EnterPlay, afirmou em entrevista à NexTV Brasil que o atual modelo de OTT, baseado em apps, é transitório, e que deve haver em breve um movimento de consolidação de ofertas, com empresas cumprindo o papel de agregadoras de conteúdo para entrega em OTT.   “Não fizemos a conta exata, mas o número de aplicativos de entretenimento já ultrapassou uma centena, faz tempo. Será que este é o caminho? Achamos que não”, enfatizou ele.   Segundo Salles, “o usuário médio não está bem servido”. E isso acontece devido à “multiplicidade de diferentes interfaces, logins, e-mails, cartões, senhas, controles remotos e preços elevados”. A EnterPlay pretende dar resposta ao problema com seu modelo de plataforma que reúne TV aberta e paga, VOD, música e aplicativos em uma só interface.   Mesmo assim, o diretivo acredita que “ainda há muito espaço para aquelas OTTs dedicadas a específicos segmentos de mercado, como a PlayKids, que oferece modelo de negócios e conteúdo alinhado ao que os consumidores daquele segmento buscam”. E também para aquelas agregadoras de filmes em lançamento (como iTunes), na modalidade de aluguel individual, oferta atualmente não explorada pela Netflix.   Além dos serviços T-VOD e S-VOD, a oferta de OTT inclui também aquelas plataformas de VOD que disponibilizam conteúdo dos canais abertos como Globo Play, R7 Play e TV SBT. Para Salles este segmento não compete com os principais modelos de OTT. “Nós o vemos mais como complementar e dificilmente será de uso tão massivo”, disse ele.  

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