Angola quer financiamento da China e dos privados na migração para TDT

O Governo da Angola quer enquadrar o programa de migração para a TDT na linha de crédito da China e envolver empresas privadas no processo. O objetivo é reduzir os encargos do Estado, face às dificuldades financeiras do país.

De acordo com um despacho presidencial de dezembro, ao qual teve acesso a Lusa, a empresa pública TVDA – Serviços de Transmissão e Difusão, criada para a migração digital dos serviços de TV, passa a ter um capital social subscrito em apenas 16% pela Televisão Pública de Angola.

Segundo o mesmo despacho, “o ministro das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação deve assegurar todos os procedimentos legais e administrativos com entidades privadas para a subscrição dos 84% do capital social no investimento requerido para a capitação da sociedade TVDA”.

Em causa está um investimento estimado superior a USD386 milhões (€ 367 milhões, R$ 1.255 milhões). Mas o desligamento da TV analógica já não acontecerá em 2017. A TDT angolana utilizará a norma DVB-T2.

O despacho define ainda que “o ministro das Finanças, com base no projeto do Executivo e plano de negócios a apresentar pela sociedade [TVDA) ora constituída, e suportando-se nos trabalhos da Comissão Interministerial de Acompanhamento ao Programa da TDT de Angola, deve assegurar o cumprimento dos pressupostos para a elegibilidade e enquadramento do mesmo na Linha de Crédito com a República Popular da China”.

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Print this pageEmail this to someone