A+E Networks Latin America aposta em conteúdo original

Krishna Mahon, diretora de Conteúdo Original do A&E, History, Lifetime e H2, conta a NexTV News Brasil, em entrevista exclusiva, quais são as produções que chegam aos canais do grupo.   -Quais são os projetos para 2017? Estamos muito felizes por ter projetos interessantíssimos para todas as marcas! No History acabamos de lançar Zona de Conflito, parceria com a Hungry Man, que imagino que vocês já tenham todos os detalhes. Em abril vamos ter a segunda temporada do Na Corrida, projeto com a Mood Hunter, que nasceu como websérie e virou 2 temporadas de 8 episódios de meia hora. Seguimos os bastidores do Campeonato Brasileiro de Turismo com o piloto Marco Cozzi e a Equipe History. Temos uma coprodução com a mesma produtora que fez Guerra do Paraguai sobre o bestseller do Leandro Narloch, Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil. A produção está a todo vapor, o formato é bem inovador do ponto de vista de linguagem e divertidíssima! Temos Mil Dias em coprodução com a Cine, que é uma série de dramaturgia curta em 4 episódios de 1 hora, assim como Gigantes do Brasil, mas dessa vez vamos mostrar os bastidores da saga da construção de Brasília por quem de fato estava lá e viveu esse momento histórico único. No A&E temos a nossa primeira parceria com a Record: Sem Volta, uma série de ficção produzida pela Modo Operante de 13 episódios de 1 hora. Vamos ter uma temporada nova de Desaparecidos com mais 13 episódios de meia hora. Gostamos muito de investir em novos talentos e a Iracema Rosa se mostrou um parceiro e tanto! E, como tivemos muito sucesso com as duas primeiras temporadas de Até Que a Morte Nos Separe, estamos planejando a terceira. O Lifetime é o nosso xodó. Eu particularmente amo a marca e estou bastante empolgada em fazer sua primeira produção original, que já vem como um especial de 1 hora e  hora e uma série de short forms com várias pílulas chamada Império da Beleza. Nesse projeto falamos com mulheres inspiradoras, divertidas e loucas, assim como as personagens que temos na grade como um todo. É importante fugir do tutorial e investir no entretenimento feminino. Temos outro projeto muito interessante para a marca, mas é cedo para falar. Na parte Non-Linear Experience (digital) temos alguns projetos bem interessantes. O primeiro deles, History Now, chega em março com vários vídeos sobre temas muito polêmicos e atuais sobre Ciência & Tecnologia, Política e Empreendedorismo.   -Quantas horas de conteúdo original vão oferecer os canais em 2017? Além das produções originais e parcerias, temos aquisições de programas prontos. Passamos da cota exigida no History e A&E há muitos anos.   -Com quais produtoras trabalham? Só trabalhamos com produtoras diferentes e acreditamos no fomento ao audiovisual, não só através das leis de incentivo, mas abrindo as portas e dando oportunidade para produtoras de pequeno e médio porte. Há alguns anos recebemos diariamente (sim, todos os dias) um produtor diferente.    -Quais são os formatos mais atrativos para a audiência? Séries de ficção tem funcionado bastante para todas as nossas marcas, mas apostamos em factual e realities também. No caso do Lifetime, que é voltado exclusivamente para o público feminino, os outros canais estão muito voltados para séries tutoriais, culinária, maternidade, fitness, bem estar, temas que de alguma forma querem ‘mudar’ a mulher. No nosso caso podemos pensar 100% em entretenimento, o que é muito libertador e ao mesmo tempo feminista, já que aceitamos a mulher como ela é.   –Em momentos de crise, quais são os maiores desafios de produzir conteúdo no Brasil? O momento requer criatividade em todas as áreas, o que é muito estimulante para quem gosta de desafios: o que vamos criar, novos formatos de branded-content que incorporam marcas para atrair agências e clientes e novas parcerias com outros players.   -Como mudou o consumo de conteúdo a partir do crescimento das plataformas de streaming VOD? Estamos num momento muito interessante para o consumo de conteúdo no mundo e nossa companhia está voltada para se adaptar aos novos hábitos do consumidor.  

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